Criando um produto de sucesso

Um produto de sucesso é desejável, viável e possível de ser construído. Esses três quesitos definem três funções essenciais para se criar esse produto: designer, gestão de produto e desenvolvedor. Esse trio é considerado o core para o desenvolvimento do produto e deve estar bem alinhado na fase de descoberta do produto.

Viabilidade – o que sustentará o negócio?

O gestor de produto tem duas responsabilidades principais, que é avaliar as oportunidades do produto e definir o produto que será construído. Depois de avaliado e decidido que vale a pena desenvolver o produto, ele inicia a fase de descobrir exatamente como o produto deve ser (junto com o time core que mencionei acima), incluindo as funcionalidades necessárias, a experiência do usuário, os critérios para o lançamento. Além disso, está em suas mãos determinar o modelo de negócio que deverá ser seguido, interagindo com praticamente todas as outras áreas da empresa para definir questões jurídicas, contábeis, financeiras, de marketing, de distribuição, etc.

Desejabilidade – o que as pessoas precisam?

É aqui que entra a Experiência do Usuário (UX). Há vários papéis em um time de UX, mas o que trabalha em maior colaboração com o gestor de produtos é o designer de interação. Ele é responsável por buscar um profundo entendimento dos usuários, descobrir suas motivações, comportamentos e habilidades; ajudar na definição dos requisitos e, assim, desenhar uma interface que torne a interação do usuário com o produto a mais simples e eficiente possível e que, além disso, atenda aos objetivos do negócio.

Possibilidade – o que podemos construir?

O Engenheiro ou Desenvolvedor de Software é o responsável por efetivamente construir o produto. É importante seu papel na fase de descoberta do produto para dizer ao gestor de produtos e ao designer de interação o que é possível ser feito, avaliar o custo das diferentes ideias propostas e ajudar a identificar as melhores soluções. É sua responsabilidade definir a tecnologia e arquitetura mais apropriada para desenvolver um produto de qualidade.

Otimização de campanha AdWords

Essa é uma dica rápida que comecei a testar ontem mas estou tão impressionado com os resultados que quero compartilhar logo! :-)

Descobri um produto web alemão chamado Adspert que resolve um problema muito interessante: otimização de campanhas AdWords.

Tenho usado AdWords desde os tempos em que eu estava buscando uma ideia para transformar em produto web. Tenho feito meus experimentos e ajustes. Pesquiso um pouco na internet e converso com especialistas de AdWords para pegar dicas. Achei que minhas campanhas estavam bem otimizadas, com um custo por clique de R$ 0,06.

Resolvi testar o Adspert, que é caro, custa 199 EUR por mês, o que daria +/- uns R$ 600,00 or mês. Eles têm um trial de 30 dias. Olha só o resultado:

cpc

Existe um outro chamado Acquisio. Eles tb têm 30 dias de trial, e tb é caro. Mas acho que vale testar.

Se alguém tiver outra dica de otimizador de campanha, fique à vontade para compartilhar aí nos comentários. :-)

Por que no Brasil a vida das startups é mais difícil?

Matéria interessante que saiu ontem no site da revista Veja fala sobre a dificuldade que as startups encontram no Brasil. Alguns trechos de destaque:

O custo Brasil feriu as startups desde o início. A demora na abertura de empresas (o Brasil está em 130º lugar no ranking do Banco Mundial nesse quesito), o alto custo e a escassez da mão de obra especializada, os preços inflados do setor imobiliário para a abertura de escritórios e a logística deficitária surpreenderam não só investidores estrangeiros acostumados com a velocidade do Vale do Silício, como também os empreendedores inexperientes. [...] Segmentos como educação, redes sociais, agregadores de compras e soluções B2B apresentam boas perspectivas porque não dependem de logística – um custo que consome as margens de lucro das empresas.

Um dos problemas do mercado brasileiro teve início no momento de euforia, sobretudo em 2010, quando a economia estava superaquecida e cresceu 7,5%. Com o grande fluxo de capital trazido ao país à época, as startups que nasciam foram superavaliadas por investidores.

Sobre estratégia e inovação

Acabo de ler um ótimo artigo sobre estratégia e inovação.

Em resumo, fala sobre a empresa de consultoria Monitor Group, fundada por Michael Porter que, em novembro de 2012 não conseguiu pagar suas contas e teve que pedir falência. O artigo explora os motivos que levaram o Monitor Group a falência e conclui que:

  • A teoria de estratégia de Porter se foca na competição e em como derrotá-la por meio de uma vantagem competitiva sustentável.
  • A justificativa, de forma simplista, é que o mercado é finito e, para vencer é preciso encontrar formas de ter a maior fatia desse mercado.
  • Para Porter, business era visto como uma guerra ou um esporte, onde só há um vencedor.
  • Por isso empresas deveriam perseguir lucros os mais altos possíveis e protegê-los com barreiras estruturais.
  • Globalização e internet mudaram o acesso a informação dos clientes.
  • Isso mudou o “controle” do mercado das mãos do seller para as mãos do buyer.
  • A saída para isso é a constante inovação com foco no cliente, ou seja, procurar novas formas de resolver problemas ou atender necessidades dos clientes que sejam valorizadas por esses clientes. Exemplos dados no artigo são Apple, Amazon, Salesforce, Costco, Whole Foods e Zara.

O artigo é longo, mas quem tiver tempo, vale a leitura! :-)

Gestão de produtos de software é 16º em ranking americano

De acordo com uma pesquisa da Money Magazine entitulada “The 50 Best Jobs in America”, algo como “os 50 melhores empregos nos EUA”, a função de gestão de produtos de software ficou na posição 16.

Top 50 Jobs in America

Top 50 Jobs in America

Outros destaques da indústria de software, TI e Internet:

  • Online employee é número 1.
  • IT project manager está na posição 5.
  • Computer/Network security consultant em 8º.
  • Software developer é o 12º.
  • IT business analyst está em 17º.
  • Telecommunications network engineer em 30º.

Pirâmide de Maslow e a internet

No post sobre problema ou necessidade eu comentei sobre a Pirâmide de Maslow. Nessa pirâmide – que na verdade é um triângulo – o professor de psicologia Abraham Maslow agrupou em 1943 as necessidades em diferentes categorias e empilhou essas categorias de necessidades nesse formato para explicar como as necessidades humanas são priorizadas. Segundo ele, se as necessidades da base da pirâmide não estiverem satisfeitas, dificilmente a pessoa vai se preocupar com as necessidades dos níveis superiores da pirâmide.

Outro dia encontrei uma versão dessa pirâmide que mostra quais serviços de internet suprem quais necessidades:

Pirâmide de Maslow e a internet

Pirâmide de Maslow e a internet